Com SMCS
Janeiro de 2026 começou com novidade boa para os moradores da Rua Visconde de Cairu, no Seminário. Na segunda-feira (5/1), teve início a obra de recuperação do asfalto que era desejada pela vizinhança, no trecho de 410 metros desde o cruzamento com a Avenida Iguaçu até o final da via.
Aos 92 anos, o aposentado Evilásio Maciel comemora a boa nova que ele aguardava havia anos. Vivendo há mais de 50 na rua, ele conta que quando chovia os buracos no asfalto acumulavam água e alagavam a entrada da casa.
_ “Muda tudo com a obra. A gente já tá de idade e aí, pra andar no meio dessa rua, não é fácil. Muito bom começar o ano com obra, tudo novo, moderno. É isso que a gente precisa, né?”, disse Maciel.
Quase um beco
Predominantemente residencial e de pista estreita, a rua apresentava desgaste do asfalto causado pela ação do tempo. Com a intervenção, a Prefeitura de Curitiba vai melhorar as condições de mobilidade, trazendo mais conforto e segurança para os moradores.
A professora aposentada Margarete Ribeiro nasceu e mora na Visconde de Cairu há 59 anos e também gostou de ver as máquinas iniciarem os trabalhos.
Valorização do imóvel
Para o advogado Gabriel Dourado, que mudou para a rua há menos de um ano, começar 2026 com uma obra que vai valorizar o novo apartamento é uma alegria.
_ “O asfalto veio em boa hora, aqui era um antipó cheio de remendos e as ruas em volta eram mais bem conservadas. A obra veio para dar uma valorizada no bairro e consertar o que não estava bom”, contou o advogado.
Sobre a alteração na rotina, com bloqueios parciais do trânsito, o morador disse que mantém a paciência porque sabe que é por uma boa razão.
“A gente estava esperando por essa obra, só não sabia quando iria acontecer, e que bom que aconteceu. O transtorno dura dois, três dias no máximo e daqui a pouco a gente vai ter o benefício por mais tempo, vai ser bem bom”, completou Dourado.
Obra rápida
Os serviços coordenados pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) são executados pelo método de reciclagem do pavimento e devem ser concluídos em aproximadamente duas semanas, dependendo das condições climáticas.
_ “Começar 2026 mantendo esse ritmo de trabalho é resultado de um planejamento sério e do compromisso da gestão do prefeito Eduardo Pimentel com a manutenção da cidade. Seguimos cuidando dos bairros, com obras de pequeno e grande porte para assegurar qualidade de vida às pessoas”, diz o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.
205 km de asfalto novo
Os trabalhos iniciados na primeira semana de 2026 dão sequência ao bom ritmo de execução mantido ao longo de 2025. No ano passado, a Prefeitura fez 356 intervenções de pavimentação, que somam 205 quilômetros de asfalto novo, distância equivalente ao trajeto entre Curitiba e Prudentópolis.
_ Das ações realizadas em 2025, 327 foram concluídas, assegurando 130 quilômetros de pavimentação, e outras 29 seguem em execução, com 74,7 quilômetros. Em dezembro, 406 ruas haviam sido beneficiadas com obras de pavimentação em diferentes bairros da cidade.
Grande parte dessas obras foi solicitada pela população por meio do programa de consultas públicas Fala Curitiba. As intervenções fazem parte do Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade, com mais de R$ 6 bilhões em investimentos previstos até 2028.
Reciclagem
A manutenção pelo método da reciclagem transforma o asfalto desgastado em pavimento novo e mais resistente. A técnica consiste na retirada da camada danificada, reaproveitamento do material triturado como base para a nova pavimentação e aplicação de novas camadas de asfalto. A nova sinalização horizontal e realizada após a conclusão das camadas de asfalto.
Até que isso aconteça, os motoristas devem ficar atentos à sinalização vertical e reduzir a velocidade ao trafegar próximo às obras.
Diego Prendin, diretor da Unidade Técnica de Infraestrutura e Pavimentação (Utip) da Smop, que coordena a obra, explica que a técnica de reciclagem do asfalto é sustentável porque reaproveita o pavimento existente, reduz a extração de novos materiais naturais, a geração de resíduos e a emissão de poluentes com transporte.
_ “São intervenções rápidas, que demandam menos energia, resultam em um asfalto resistente e durável e com menos necessidade de manutenções frequentes, unindo eficiência, economia e responsabilidade ambiental”, diz Prendin.





